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Lactose: quando ela é um problema?

Possivelmente você já viu nas prateleiras dos supermercados alguns alimentos e bebidas com o alerta “contém lactose”, ou até mesmo com o selo “zero lactose” nas embalagens. Apesar de estarem presentes em grande parte dos alimentos, nem todo mundo sabe o que esses avisos significam. Alguns, ainda, tampouco sabem o que é lactose.

Neste artigo, mostramos o que é esse carboidrato, quais alimentos são compostos por ele e quando a lactose se torna um problema para a saúde de uma pessoa. Se você é uma das que não sabem qual a importância da substância para o funcionamento do organismo, fique com a gente até o final.  

O que é lactose?

 A lactose nada mais é do que o açúcar presente no leite (representa de 2% a 8% da sua composição), responsável por dar aquele famoso gostinho adocicado na bebida. Também encontrada nos derivados lácteos, a molécula formada por glicose e galactose é usada pelo organismo como fonte de energia para o desenvolvimento do sistema nervoso central e abastecimento das células.

Além disso, o carboidrato auxilia na absorção de cálcio, fósforo, vitamina D e na prevenção da osteoporose.

Assim como outras substâncias, o consumo moderado de lactose oferece muitos benefícios à saúde. Ela é responsável por estimular o intestino a produzir bactérias boas para o organismo. A sua ingestão também reduz o pH intestinal, regula o intestino, aumenta a sua resistência e proporciona uma melhor absorção de nutrientes como o cálcio, magnésio, zinco e manganês. 

Alimentos com lactose

De maneira geral, leites de origem animal e seus derivados possuem lactose. Abaixo, listamos alguns exemplos de alimentos que possuem esse carboidrato em sua composição.

  • Leite condensado.
  • Todos os tipos de queijo.
  • Creme de leite.
  • Iogurtes.
  • Manteiga e margarina.
  • Cream cheese.
  • Doce de leite.
  • Requeijão.
  • Pão branco e integral.
  • Biscoitos.
  • Embutidos e congelados, como salsicha e nuggets.

Além desses, existem outros alimentos que possuem lactose (ainda que em menor quantidade), mas poucas pessoas sabem e comem sem desconfiar.

  • Granola.
  • Barra de cereal.
  • Molhos para salada.
  • Batata chips.
  • Atum, sardinha e outros peixes em conserva.
  • Macarrão instantâneo.

Quando a lactose se torna um problema?

Como mostramos, a lactose é muito benéfica para a saúde. Porém, acontece que algumas pessoas não produzem a quantidade suficiente da enzima lactase, responsável por quebrar a lactose e facilitar a sua absorção no organismo. Assim, essa deficiência impede que o açúcar seja fragmentado e chegue inteiro ao intestino grosso, causando desconfortos na região abdominal.   

Quando uma pessoa apresenta essa incapacidade do corpo em digerir o açúcar do leite, dizemos que ela é intolerante à lactose e, por isso, deve evitar os alimentos compostos pela substância. 

Intolerância à lactose: quais os principais sintomas

Normalmente, indivíduos intolerantes sentem um certo desconforto abdominal após a ingestão de leite ou derivados. Isso ocorre porque as bactérias que vivem no intestino fermentam o açúcar da bebida ou alimento, provocando esse mal-estar.

No entanto, os sinais podem começar de 30 minutos a duas horas após o consumo da substância, e sua intensidade varia de acordo com o grau de intolerância da pessoa ou da quantidade de lactose consumida por ela. Os principais sintomas são: 

  • Diarreia. 
  • Inchaço abdominal.
  • Náusea e vômito. 
  • Dor de cabeça.
  • Fadiga.
  • Cólica.

Tipos de intolerância à lactose

Além de ser dividida em graus diferentes (leve, moderada e severa), a intolerância à lactose é separada em três grupos: congênita, primária e secundária.

  •  Intolerância congênita: essa é uma forma genética mais rara do distúrbio, caracterizada como uma herança genética, passada de geração em geração. Nesse caso, a criança já nasce sem produzir nenhuma enzima lactase, o que pode trazer problemas na amamentação. Normalmente, ela é manifestada com diarreia logo após o nascimento.
  • Intolerância primária: já nesse grupo, a deficiência à lactose se manifesta mais tarde, quando estamos mais velhos. Isso porque a produção de lactase cai consideravelmente na fase adulta, tornando difícil a digestão de alimentos à base de leite.
  • Intolerância secundária: outro tipo de condição é a secundária, ocorrida a partir de uma lesão, doença ou procedimento cirúrgico que afeta o intestino delgado e reduzem a produção de lactase. Os exemplos mais comuns que reduzem os níveis da molécula no organismo são a doença de Crohn, gastroenterite, doença celíaca e inflamatória.

Intolerância à lactose é diferente de alergia à proteína do leite

Muitas pessoas confundem intolerância à lactose com alergia à proteína do leite (APLV). Porém, são totalmente diferentes. Como explicamos, a primeira condição acontece quando o corpo não é capaz de digerir o açúcar do leite e derivados. Já a APLV é uma reação imunológica à proteína presente na bebida que pode causar problemas de pele, como urticárias e dermatites, além de problemas respiratórios, como asma e rinite.

Como deve ser a alimentação de um intolerante à lactose?

Infelizmente não existe cura para intolerância à lactose, porém, é possível evitar os sintomas com uma alimentação balanceada, reduzindo (em alguns casos, eliminando) a ingestão de leites e derivados.

Se o grau da intolerância for leve, não é necessário eliminar completamente os alimentos que contenham lactose. Aos poucos, a pessoa descobre quais alimentos lácteos ela pode ingerir sem sentir tanto os sintomas.

Já para aqueles que se enquadram no grau severo da deficiência e precisam cortar muitos alimentos, uma alternativa é fazer o tratamento com probióticos, bactérias que ajudam na quebra da lactose e melhoram a digestão da comida. A suplementação com enzima lactase também é importante nesse caso, pois, além de atuar na digestão, ela compensa a falta da molécula no organismo.

Com a eliminação de alguns ingredientes da dieta, é comum que haja uma redução nos níveis de alguns minerais e nutrientes no corpo. Assim, é fundamental aumentar a sua ingestão a partir de outros alimentos:

  •  Cálcio, encontrado também nas sementes (gergelim), grãos (grão-de-bico, soja) oleaginosas (avelã, nozes), vegetais (brócolis, espinafre) e aveia.
  • Fósforo, visto em ovos, peixes, carnes, feijão, lentilha e outros.
  •  Potássio, encontrado em frutas (banana, figo, melão), batata, sardinha e outros alimentos.
  •  Vitamina A, presente no abacate, acelga, cenoura, mamão, manga e muitas outras frutas e vegetais.
  • Vitamina B, presente em peixes, abacate, lentilha, salmão, ovo e outros.
  •  Vitamina E, vista no milho, amendoim, óleo de soja, gema de ovo e muitos outros produtos.

Dietas restritivas não são a melhor opção, mesmo para intolerantes à lactose

Ao contrário do que muitos acreditam, pessoas intolerantes à lactose não precisam seguir uma dieta altamente restritiva. Hoje, no mercado, existem diversos produtos sem lactose, como queijos, requeijão, biscoitos, bolos e outras delícias. Para comprá-los, basta ficar atento à descrição de “zero lactose” nas embalagens.

Outro substituto para o leite são as bebidas vegetais, entre elas, o leite de arroz, de amêndoas e de castanhas.

Aqui, o importante é encontrar alternativas saudáveis que possam substituir os alimentos com lactose e se concentrar na ingestão correta de proteínas, minerais e nutrientes para o bom funcionamento do organismo. Como sempre ressaltamos, uma alimentação saudável não deve ser baseada em restrições, mas em equilíbrio e substituições por ingredientes nutritivos.

Para mais dicas e informações sobre alimentação saudável, continue nos acompanhando. Assine nossa newsletter para receber conteúdos como esse em primeira mão. 


 



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2 comentários

13 Jun 2024 Flavia

Como a pessoa que comentou acima, as barrinhas são maravilhosas mas não posso comer…. Talvez se tivesse uma opção sem lactose…

27 Apr 2024 Maria Fernanda Patrizi Lourenço
Amo as barrinhas bold mas descobri recentemente que tenho intolerância a lactose e não posso mais come-las. Você não pensam em fazer uma linha 0 lactose? Por favor! Rs 🤪

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