Você desconta na comida as suas frustrações? Usa, sempre, os alimentos como forma de recompensa ou para festejar algo? São sinais da famosa fome emocional. Se esse é um comportamento recorrente seu, ele pode desequilibrar sua relação com a comida, além de provocar até problemas de saúde, já que a alimentação é um dos principais fatores para ter uma boa saúde (ou não).  


Neste artigo, você vai entender melhor o que é a fome emocional, como identificá-la e, o mais importante, como lidar com ela. 


Vamos lá? 

O que é fome emocional 

A fome emocional consiste em usar a comida para lidar com emoções. Geralmente, ela aparece quando estamos tristes, angustiados, ansiosos. Também comemos motivados pela alegria e euforia, o que pode ser um problema, se for em exagero. É saudável, desde que haja um limite e não seja a única maneira de você celebrar algo. 


A escolha quase sempre é por alimentos mais palatáveis, repletos de gordura, açúcar e componentes químicos. Ou seja, ter fome emocional em excesso aumenta as chances de desregular o seu colesterol, glicose, prejudicar a saúde do coração e outros órgãos. 

Fome emocional e fome física: diferenças 


Enquanto a fome é física, saciada com qualquer tipo de alimento, a emocional não tem relação com uma necessidade orgânica. Os desejos são por pratos específicos e há grandes chances de você comer em exagero alimentos que devem ser consumidos com mais moderação. 


Com a fome emocional, sentimos muita vontade e não conseguimos parar de pensar em comer se não comermos o que estiver na mente. Também pode ocorrer de a pessoa se alimentar de tudo que tem em casa quando estiver passando por algo complexo, uma coisa atrás da outra. 


É comum, ainda, a recorrer aos deliveries em vez de cozinhar em casa. 


Sintomas da fome emocional 

Já falamos um pouco dos sinais da fome emocional. Ela não chega a ser um transtorno alimentar, mas pode dar início a uma compulsão crônica. Assim, é bom conhecer outros sinais com clareza. Dessa forma, você entende os alertas e consegue procurar soluções. 


Os sintomas mais comuns são: 


- Comer por impulso

- Desejo por alimentos específicos, especialmente doces e pratos calóricos

- Não parar de comer mesmo quando se sentir cheio

- Sentir-se aliviado instantaneamente quando come

- Ter o hábito de beliscar 

- Sentimento de culpa após um tempo

- Comer rápido 


Deu check na maioria? Não se desespere, vamos te ajudar a entender como diminuir a fome emocional. 

Como driblar a fome emocional


Ler este artigo já é uma das formas de lidar com a fome emocional. Conscientizar-se que você come muito e mal motivado pelos sentimentos é um dos primeiros, se não o primeiro, passo para mudar. Há diversas estratégias e recursos para você deixar o comer emocional e passar para a alimentação consciente, como você vai ver agora. 

Tente identificar a causa 


Saber o que dá início a sua fome emocional é fundamental. Você pode identificar gatilhos que te trazem angústia, tristeza, frustração. Na medida do possível, pode evitá-los e, como não temos controle para o surgimento dos sentimentos, entender como lidar com eles. Ou seja, substituir a comida por respiração consciente, conversar com um bom amigo, assistir a um filme e outras atividades. 


Dessa maneira, você terá recursos que vão além da comida e tem grandes chances de diminuir seu apetite sentimental. Pode parecer difícil, mas se conhecendo e com paciência é possível reverter a sua situação atual. Surreal, não é mesmo? 

Procure formas de canalizar seus sentimentos

Depois de identificar os gatilhos emocionais e entender como lidar com as emoções negativas, é importante entender como canalizar seus sentimentos. Inserir práticas que aliviam as tensões, mesmo quando não chegaram ao ápice, é muito útil para quem tem fome emocional. 


Algumas atividades são famosas por ter esse efeito terapêutico. Que tal experimentar até descobrir uma que você goste? As mais famosas são: 

  • Escrever 
  • Dançar
  • Fazer ioga
  • Praticar mindfulness
  • Assistir a séries
  • Ler 
  • Fazer terapia

Já experimentou alguma dessas atividades? Se ainda não encontrou algo que é terapêutico para você, a lista vai muito além dessas opções. Procure até encontrar, mas lembre-se que devem ser práticas positivas. Há quem lide com as emoções com álcool, drogas e jogos de azar. 

Invista em alimentos bons para a saciedade 

Alguns alimentos promovem uma saciedade maior que outros. Isso porque eles têm bons percentuais de fibra e proteína. Até mesmo o injustiçado carboidrato pode ajudar, já que se tivermos uma alimentação que corte esse macronutriente podemos ficar sem energia suficiente. Nós já explicamos como deve ser a escolha e consumo dos carboidratos. De modo geral, a ideia é investir nos integrais, pois têm mais fibras e menor índice glicêmico. 


Dessa forma, naturalmente você terá menor apetite, o que ajuda a diminuir as chances de a fome emocional aparecer de forma avassaladora. 

Pratique atividade física 

Exercitar-se ajuda a produzir os famosos hormônios do bem-estar, a endorfina, serotonina e dopamina. Assim, a atividade física te ajuda a ter um controle emocional maior e até a melhorar o seu humor nos dias ruins. Há quem, em vez de atacar a comida, sai para correr, pedalar ou praticar boxe. Mas a gente sabe que não é fácil para todos. Se você ainda não faz um esporte ou encontrou uma modalidade para você, comece a procurar. Irá te ajudar a ter mais equilíbrio e vai melhorar sua saúde, de forma geral. 

Busque ajuda profissional

Não hesite em procurar um profissional que possa ajudá-lo a lidar com suas emoções. A terapia é muito útil para diversas pessoas reverterem comportamentos prejudiciais. Também não fique constrangido de marcar uma consulta com um psiquiatra, o mais importante é tratar a causa do seu problema e não o sintoma apenas. A fome emocional pode ser um sinal de outras questões mais graves. 

É preciso atenção a sua saúde para conseguir aproveitar o que a vida tem de melhor. Esse é um pré-requisito para aproveitar seus dias de maneira surreal. Não tenha vergonha e cuide-se para viver experiências incríveis!

13 de janeiro de 2022 — Talita Camargos