Emagrecer e recuperar o peso ou até ganhar mais pouco tempo depois da dieta. Já aconteceu com você? É o tão comum efeito sanfona. Além de pensar que os esforços foram por água abaixo, essa oscilação na balança é prejudicial até mesmo para a saúde do coração. Outras doenças graves, como diabetes e hipertensão, também estão relacionadas ao efeito sanfona. 


Por outro lado, a obesidade também é uma ameaça à saúde. Inclusive, eleva os riscos das mesmas doenças que o efeito sanfona pode causar. 


Assim, é importante manter um peso saudável, não basta emagrecer. Como fazer isso? Neste artigo, você vai descobrir. Também vamos mostrar por que o efeito sanfona acontece, os estudos que comprovam danos à saúde e muito mais. Fique com a gente!  

Qual a causa do efeito sanfona? 

Dietas muito restritivas são a causa mais comum do efeito sanfona. O corpo começa mecanismos para conservar energia, inclusive em forma de gordura. Dessa forma, diminui a queima calórica, o que deixa o metabolismo mais lento. Também produz, de forma reduzida, os hormônios de moderação do apetite e aumenta as substâncias responsáveis pela sensação de fome. 


A luta do corpo para atingir o patamar mais alto já começa com a perda de 5 a 10% do peso. Ou seja, nem é preciso muito.  

Quais os riscos do efeito sanfona?

O efeito sanfona eleva as chances de desenvolver doenças sérias, segundo estudos de diversas universidades e instituições renomadas. Outros males são consenso entre os profissionais de saúde.  

Problemas cardiovasculares

Segundo pesquisadores do Memorial Hospital of Rhode Island (EUA), quem enfrenta o efeito sanfona tem 3,5 mais chances de morrer por parada cardíaca. Os problemas cardíacos associados ao vai e vem do peso também foram comprovados pela Universidade de Columbia. O levantamento mostrou que é mais comum AVC e infarto em pessoas que engordam e emagrecem rapidamente. 


Uma dieta restritiva e radical pode até reduzir o peso na balança, mas não, necessariamente, gordura. O mecanismo do corpo de armazená-la para sobreviver aumenta os riscos de problemas cardíacos. Isso leva a um quadro de dislipidemia, quando os níveis de gordura estão elevados no sangue e deixa o organismo mais inflamado. 

Hipertensão 

De acordo com estudos, a alteração na pressão arterial também é um efeito colateral do engorda e emagrece. Como sabemos, a hipertensão aumenta riscos de outros problemas de saúde graves, como AVC, infarto, insuficiência cardíaca e renal. 

Diabetes 

Segundo estudo da Coreia do Sul, o vai e vem do peso aumenta em 63% as chances de desenvolver diabetes. O estudo acompanhou 3600 pessoas por 16 anos. A exemplo da hipertensão, a diabetes aumenta riscos de complicações de saúde: cegueira, problemas cardíacos, renais e até morte. 

Metabolismo lento 

Um dos mecanismos do corpo para impedir a perda de peso ou aumentá-lo é diminuir a queima calórica. Assim, com o tempo, sua taxa metabólica basal pode diminuir bastante. A longo prazo, a perda e manutenção de um peso saudável pode tornar-se ainda mais complicada. 

Problemas de saúde mental

Engordar e emagrecer com frequência também pode afetar a saúde emocional. Ver o peso descer e depois subir eleva a ansiedade. Devido à pressão estética, o efeito sanfona também pode levar a transtornos alimentares. Notar que o peso nunca se mantém aciona gatilhos para comportamentos perigosos. A pessoa tende a buscar falsas soluções como ficar sem comer (anorexia), provocar vômito (bulimia), consumir alimentos considerados saudáveis apenas (ortorexia) ou excesso de exercícios (vigorexia). 

Como emagrecer sem efeito sanfona? 

Ter um peso saudável é importante e mantê-lo ainda mais, por todos os motivos citados anteriormente. Há algumas estratégias que ajudam nesta tarefa. 

Não faça dieta, mude o estilo de vida 

Dietas têm data para terminar. Por isso, é muito comum que as pessoas comam quantidades maiores quando decretam o fim do regime. Esse comportamento, obviamente, tende levar à recuperação do peso. Restrições alimentares também favorecem episódios de compulsão. 


Assim, o melhor é mudar o seu estilo de vida, o que muitos chamam de reeducação alimentar. Ela consiste em comer bem todos os dias. Isso significa ter uma alimentação equilibrada, com todos os macro (carboidratos, proteínas, fibras e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais) em equilíbrio e sem terrorismo nutricional. Ou seja, você vai comer aquele docinho que tanto gosta ainda. Sair da rotina faz parte de uma vida saudável e surreal. E é muito mais sustentável a longo prazo. 

Inclua exercícios na rotina 

Ter uma vida ativa ajuda no controle do peso e na saúde. Exercícios vão elevar sua queima calórica. Atenção à quantidade de treinos. Muita gente dobra a quantidade de atividade quando quer perder peso. A motivação dura pouco e a tendência é não manter a regularidade. Por isso, também tenha uma rotina de treinos sustentável. É melhor três vezes por semana durante toda vida do que sete dias por um mês ou quinze dias. 

Não tenha pressa

Emagrecer rápido é o objetivo de muita gente. Porém, em quanto menos tempo seu peso diminuir, mais o seu corpo vai lutar para voltar ao estado anterior. Assim, é melhor que seja um processo mais demorado porque a tendência é ter um emagrecimento durável. 

Conte com a ajuda de bons profissionais

Além de todas as dicas gerais, seu corpo e perfil são únicos. Vale a pena investir em acompanhamento profissional para estudar as estratégias mais adequadas para você. 


Um bom nutrólogo, nutricionista ou endocrinologista, no caso de problemas hormonais, vão garantir que você fique bem nutrido e ganhe saúde enquanto perde peso. 

Busque por profissionais que não procuram apenas emagrecimento, mas saúde. Fuja de quem oferece métodos milagrosos ou radicais. 

É normal engordar e emagrecer repentinamente? 

Há algumas mudanças hormonais que podem provocar ganho de peso, como a entrada das mulheres na menopausa. O estresse e alterações no sono também favorecem mudanças. Agora, a perda ou ganho peso sem dietas, bem como outra condição relacionada pode ser o sintoma de que algo não vai bem. Nesse caso, procure um médico. 


Aqueles três quilinhos do fim de semana não são efeito sanfona, podem ser resultado de retenção hídrica ou dos excessos típicos desse período. 


No mais, fique atento às alterações e busque peso adequado com saúde. Continue com a gente para mais conteúdo descomplicado sobre bem-estar, assine nossa newsletter! 

10 de fevereiro de 2022 — Talita Camargos

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